quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sugerimos




Inês Pedrosa conta-nos a história de três mulheres que em primeira pessoa nos falam das suas experiências individuais. Um livro sobre mulheres mas que é ao mesmo tempo um livro sobre o ser humano.

Jenny, Camila e Natália reconstituem, através da memória, as suas vidas. Cada uma representa a memória de uma determinada época do século XX português na sua dimensão social e histórica da época de cada uma delas.

Com Jenny, a avó, situamo-nos nos anos 30 e 40. Uma época marcada pelo preconceito em muitos aspectos sociais. A personagem fala do seu casamento com António, um homossexual, e da necessidade de silenciar o facto devido à necessidade de proteger o companheiro devido à intolerância social. Durante parte da sua vida, mantém-se aliada do seu marido e do parceiro dele, Pedro, ao mesmo tempo que cria a filha que este último teve de um caso com uma judia francesa.

Camila representa a geração que viveu a ditadura salazarista. Marcada pela sua vivência política, regista a vida da Lisboa da sua época através de uma máquina fotográfica.
Natália é a representante da terceira geração e representa os tempos mais atuais. Fruto da relação de Natália com um homem chamado Xavier, um negro simpatizante da Frente de Libertação de Moçambique, ela traduz a relação em que filhos pouco se comunicam com os pais, ou pouco se apegam a outros relacionamentos.

Uma obra a descobrir na tua biblioteca e sobre a qual daremos mais notícias em breve.
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Magia das cores


Mais um dia de histórias.

Os alunos do Jardim de Infância de Mouriscas vieram fazer-nos mais uma visita.


Desta vez foram recebidos pela Rainha das Cores, de Jutta Bauer, guiada pela professora Paula Agudo.

O Azul, o Vermelho, o Amarelo... acompanharam a visita pelo reino mágico de mil cores.
 
Depois, em cavalos coloridos, as crianças foram transportadas do poder da palavra para um mundo criado pelas pequenas mãos.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Aconteceu na EPDRA


 
Decorreu hoje uma série de sessões para divulgação do projeto dinamizado pela High School Innovation Summit.

A iniciativa consiste na realização de um concurso de ideias ou projetos suscetíveis de serem desenvolvidos e transformados em aplicações reais.
 
Os alunos da EPDRA foram assim convidados, a participar nesta atividade,que prevê a seleção da ideia e/ou projeto de acordo com critérios de seleção definidos pela Lusídeias do Grupo Compta.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

vamos evocar... o movimento futurista (4)

Durante um mês, demos algumas pistas de abordagem do movimento futurista em Portugal do qual se evoca este ano o centenário. Em jeito de conclusão, referenciamos a exposição sobre Almada Negreiros que vai estar patente nos próximos tempos na Fundação Gulbenkian.


 

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno 

José de Almada Negreiros (1893-1970)


Esta exposição antológica mostra a obra de um artista que catalisa a vanguarda nos anos 1910 e atravessa todo o século XX.
 
 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Vamos evocar... o movimento futurista (3)



Introdutor do movimento futurista em Portugal, Santa-Rita Pintor é um dos artistas menos conhecidos, talvez pela pouca obra que chegou até nós.

Eis alguma informação sobre o autor retirada do portal "Ensina".

Porventura o primeiro futurista português, impulsionador do movimento do "Orpheu", Santa-Rita Pintor (1889-1918) admirava Picasso e foi um adepto do cubismo. Infelizmente poucas obras lhe sobreviveram.


Faz os primeiros estudos em Lisboa, na Escola Superior de Belas Artes. Depois, já bolseiro em Paris, liga-se aos mestres do modernismo, absorve as novas linguagens estéticas que cortam com o passado e procuram influenciar não só a produção artística como toda a sociedade em mudança do início do século xx.


Em 1914, o pintor proclama-se o único futurista declarado em Portugal e decide ser o porta-voz da nova corrente que terá uma curta existência. Ao lado de Almada Negreiros faz uma primeira apresentação do movimento  aos portugueses no Teatro da República em Lisboa, publica um único volume de Portugal Futurista e colabora no nº 2 do Orpheu.


Santa-Rita Pintor nunca chegou a expor em Portugal, alguns quadros foram reproduzidos em publicações mas poucos lhe sobreviveram. O artista quis que a obra morresse com ele e pediu à família para queimar tudo após a sua morte. Entre os que escaparam está “Cabeça Cubo-Futurista”, uma peça central da modernidade portuguesa que se encontra em exposição no Museu do Chiado em Lisboa.

Os trabalhos de Santa-Rita Pintor, de seu nome completo Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa Rita denunciam tendências cubistas e uma forte admiração por Picasso.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Novidades de leitura




Passa pela biblioteca.

Há livros a descobrir numa estante perto de ti.



Livros novos para todos os gostos. 



Aqui ficam algumas sugestões.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vamos evocar... o movimento futurista (2)



Uma das figuras mais representativas do Futurismo foi José de Almada Negreiros. Interessado em quebrar regras estabelecidas, como era apanágio dos futuristas, recorre ao escândalo como forma de fugir ao estatismo do academismo vigente no seu tempo. Foi considerado um louco pelos seus contemporâneos. A ele se devem os principais textos programáticos do movimento.

“A Cena do Ódio”, poema que foi preparado para ser publicado no número 3 da revista Orpheu, "exalta os vícios, os derrotados, os ultrajados, os religiosos sexualmente frustrados e discrimina o homem civilizado, os aristocratas, os intelectuais, a canalha, a gente simples operária, rural ou varina, empregados citadinos, políticos, jornalistas, tropa e (...)o burguês." (História Ilustrada das Grandes Literaturas - Literatura Portuguesa VIII, Editorial Estúdios Cor, 1973)

O "Manifesto Anti-Dantas", o panfleto mais emblemático e que mais impacto e sensação causou ao tempo, é um dos textos ainda hoje mais referenciados.

O "Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX", que se reproduz, foi apresentado na Conferência do Teatro da República, em 1917, marca a apresentação oficial do movimento.

Além da sua atividade literária (poeta, dramaturgo e romancista), Almada dedicou-se também às artes plásticas (são conhecidos os painéis existentes na sede da Fundação Gulbenkian, na antiga sede do Diário de Notícias e na Gare Marítima de Alcântara), foi também bailarino e coreógrafo... dando seguimento aos princípios futuristas de abolição de fronteiras entre as diversas artes. A sua obra é um eterno vaivém entre a literatura e a pintura, muitos dos seus textos têm um equivalente pictórico, uma eterna dualidade do olhar sobre o real.

 "Nós não somos do século de inventar as palavras. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas." Almada Negreiros é aquele que pugna pela construção de um futuro diferente, o que pressupõe a invenção de um homem novo.

Almada é o visionário do presente que devemos conhecer.


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Conhecer os nossos feriados


Decorreu hoje no Pavilhão Agro-alimentar uma atividade dinamizada pela turma EF15 em colaboração com a Biblioteca.

Os alunos, no âmbito da disciplina de Cidadania, estudaram os feriados civis em Portugal e o seu significado. O resultado está exposto e pode ser visitado junto do espaço da Biblioteca Verde. Para chamar a atenção para o trabalho, os alunos desenvolveram uma pequena apresentação de textos alusivos a cada uma das datas ilustrada por uma música.

São quatro as datas que comemoramos, seguindo a apresentação dos alunos.

A exposição começou com o dia 10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A data utilizada para recordar os feitos passados dos portugueses e os milhares de portugueses que vivem fora do país, foi aproveitada por assinalar também o dia em que Camões faleceu em 1580. Foi ilustrado por um excerto do canto I d’Os Lusíadas e a música composta para o poema Verdes são os campos.
 

 Seguiu-se o dia 1 de Dezembro que celebra a restauração da independência de Portugal em 1640. Nessa data, Portugal torna-se de novo um país soberano, pondo fim a sessenta anos de domínio espanhol. A turma declamou o poema D. João IV de Victor Cintra acompanhado com o Hino da Restauração.

 



O dia 5 de outubro assinala a Implantação da República em 1910 que põe termo ao regime monárquico. Menos conhecido, ou quase desconhecido, foi neste dia que em 1143 foi assinado o Tratado de Zamora em que Afonso VII de Leão e Castela reconhecia Portugal como reino independente. O momento foi ilustrado com a música d’A Portuguesa, hino nacional.

Finalmente, o dia 25 de Abril que assinala a Revolução dos Cravos que marcou o fim do regime do Estado Novo em 1974. O poema seleccionado foi Abril sim, Abril não de Manuel Alegre com a música de Grândola vila morena.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vamos evocar... o movimento futurista (1)


1917 foi o ano do movimento futurista em Portugal. Cem anos depois, dedicamos o mês de janeiro à sua evocação.
 
 “Eu não pertenço a nenhuma das gerações revolucionárias. Eu pertenço a uma geração construtiva. (…) É preciso criar a pátria portuguesa do século XX. O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades”, escrevia Almada Negreiros no seu “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, lido na conferência futurista realizada em abril desse ano.

 








No final do ano, em Novembro saía o primeiro e único número da revista que pretendia dar voz ao futurismo em Portugal.

Conhecer a obra e os homens que estiveram por detrás deste movimento é o que propomos para a próximas semanas.
 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Feira do Livro (2)


Está quase a acabar a nossa feira do livro 2016. Ainda é tempo de tomar contacto com o livro e escolher aquele que nos pede para o levarmos para casa.
 









Aqui deixamos algumas imagens (espaço da biblioteca e biblioteca verde).

 

 










Ao lado dos livros, estiveram também em exposição, no espaço da Biblioteca Verde, trabalhos da professora Lina que todos puderam apreciar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Feira viajante

 


Porque temos dois pólos a funcionar, a feira está hoje também na Herdade e na próxima sexta-feira volta a estar em viagem.
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Reunião interconcelhia


Hoje foi dia de reunião interconcelhia de professores bibliotecários. A nossa escola teve o prazer de receber os professores dos concelhos de Abrantes, Barquinha, Constância, Mação e Sardoal.

Como escola profissional, não deixamos de dar a conhecer aos visitantes aquilo que se faz na escola e revelar a arte de bem receber. O 3º ano do Curso de Cozinha e alunos do CEF prepararam e serviram uma bela refeição que foi elogiada por todos os que tiveram o prazer de a provar. Foi um bom aperitivo para os trabalhos que se seguiram.
Parabéns aos chefs e aos alunos envolvidos.

Dentro em breve ilustraremos esta nossa atividade.
 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Leonard Cohen

 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Leonard Cohen



Leonard Cohen, um dos grandes músicos do século XX, chega ao final da sua carreira.

Nasceu no Quebeque, em Westmount, arredores de Montreal, a 21 de Setembro de 1934. A par de Bob Dylan (recentemente nomeado do prémio Nobel da literatura), tornou-se no músico (e poeta) mais transversal das últimas décadas, influenciando sucessivas gerações.

Cohen foi durante toda a sua vida uma personalidade polémica com um universo mental bastante complexo: um judeu, que revela respeito pelas escrituras judias, mas que se torna mestre no budismo zen da escola de Rinzai e interessa-se pelo misticismo hindu e pelo sufismo.

Era um político que não se interessava pelos partidos. A sua visão das relações entre uma comunidade é-nos dado em temas como There is a war ou Everybody knows em que reflecte como as contradições que alastram através dos tempos e que apresenta de uma forma irónica. A liberdade não é apenas a que está ligada à política mas aquela que nos aparece em Bird on a wire, algo que é interior a quem sabe que arca o peso dos seus actos e uma escolha implica uma perda.

Se o amor atravessa toda a sua obra, tanto o espiritual como o carnal, a morte foi tema que o acompanhou ao longo da sua carreira e está patente no seu último álbum You Want It Darker, em que muitos viram o tema “I’m ready, my Lord” como uma despedida da vida.
 
O homem partiu, fica a sua obra.
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dia do Inventor


No sentido de assinalar algumas datas comemorativas ao longo do ano, deparamo-nos com um dia bastante original e que não merece destaque nos meios de comunicação social. Tivemos uma ideia brilhante e assinalamos o Dia do Inventor. Que fazer? Partimos para o nosso meio e encontramos. Nada melhor que falar de alguém que ao longo da vida se dedicou a criar novas ferramentas facilitassem as mais diversas tarefas. Aqui vos damos a conhecer Manuel Lopes de Sousa.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Dia das Nações Unidas


É bom recordar as instituições internacionais que pretendem ter um papel relevante na manutenção da paz mundial. Em tempos tão conturbados como aqueles que vivemos, em que as ameaças surgem de todos os lados e sobre as mais variadas formas, é bom recordar o papel que a Organização das Nações Unidas pode desempenhar na manutenção de equilíbrios que nos permita ter esperança num mundo melhor em que a paz seja uma realidade e não uma simples utopia a construir.
Formada  depois da segunda grande guerra, num mundo devastado, a Organização surge na sequência da anterior Sociedade das Nações e tem como objetivo que a guerra não se volte a repetir.

Num mundo em que se fazem sentir os maiores desequilíbrios e em que as mais diversas diferenças criam tensões sem sempre fáceis de resolver, surge a ONU como mediadora e apaziguadora.

Se a Organização é formada por países, destaque para aquele que está à sua frente. Relevo maior quando o recém eleito Secretário Geral é um português, António Guterres, que enfrenta um novo desafio, depois de ter trabalhado como os refugiados.
 
   Citando o jornal Público: “A minha prioridade fundamental como secretário-geral das Nações Unidas – e a lição que trago do ACNUR – é que é preciso investir na prevenção. É preciso investir na mediação dos conflitos, na resolução desses mesmos conflitos, para evitar as tragédias a que estamos a assistir no mundo de hoje”.

Dia das Bibliotecas Escolares


Hoje é Dia das Bibliotecas Escolares.
Vamos fazer as nossas atividades para assinalar o dia.


Passa por cá e comemora connosco.
 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Semana das leguminosas


Ao longo da semana, as ementas do refeitório têm incorporado sempre as leguminosas.

Hoje é dia de um almoço especial à base organizado pelas turmas de 3º ano dos cursos Técnico de Turismo Ambiental e Rural e Técnico de Restauração - variante cozinha/pastelaria.

Deixamos um cheirinho da ementa.

 

 

 Jo gos tradicionais Ontem foi uma noite de jogos tradicionais, e por momentos voltámos à infância…