quarta-feira, 26 de abril de 2017

Festa da Leitura


Decorreu hoje a Festa da Leitura, uma iniciativa da Biblioteca António Botto.

Comemorando o décimo aniversário do Concurso Concelhio de Leitura, a festa foi uma forma diferente de assinalar a efeméride.
Não houve as tradicionais provas, mas a sua falta foi notada.
Apesar de não interessar quem seja vencedor e vencido, a forma de competição torna mais aliciante.
 

 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Ler as artes


No nosso percurso pelas leituras, depois foram as artes.
Ver o mundo através da imagem, representar o mundo através da imagem, construir leituras do nosso quotidiano.





 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Estória com o abecedário


A turma E4 participou na nossa semana da leitura.
Durante duas sessões (ontem e hoje) falaram do prazer da escrita.
Umas simples letras que se juntam e formam um mundo de palavras que se juntam e constroem todos os textos do universo, mesmo aqueles que ainda não passaram pelo processo da criação.

E depois foi o prazer da escrita em conjunto de que apresentamos o resultado.

 

Semana da Leitura - música na eira


E tivemos a leitura através da música.
Num ambiente natural, os sons envolventes juntaram-se aos sons criados pelo homem.







 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Semana da Leitura



Começa hoje a nossa semana da leitura.
Deixamos aqui o cartaz e iremos dando conta das nossas atividades ao longo da semana.

quarta-feira, 22 de março de 2017

A árvore

Ontem também foi o Dia da Árvore.


Assinalamos evocando uma obra que liga a literatura à importância da árvore na vida dos homens.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Semana da Leitura 2017




Ler p’ra ser
Ler é prazer
Ler constrói o Ser

                       Ser mais autónomo
                       Ser mais completo
                       Ser livre

Celebremos esse estranho prazer e a construção do ser e do saber através do mundo maravilhoso da leitura.
   
Este é o ponto de partida para a Semana da Leitura 2017.
    Festejemos a leitura e o prazer de nos construirmos.
 
   

 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Porque hoje é 8 de Março




No dia em que se assinala o Dia Internacional da Mulher, recordamos uma das vozes femininas que mais se bateu pelos direitos das mulheres.

                                “Mátria dos homens que levam no perfil
                              atravessada uma mulher de flores ao vento
                              como um olho dando para os intemporais
                              flancos que o amor vai iluminando
.”

Natália Correia é uma das vozes mais marcantes da moderna poesia portuguesa. Personalidade vigorosa e controversa, a sua acção passou também pela intervenção política e social.

Foi uma mulher que ergueu a voz contra as injustiças do país, sempre com uma alma de poeta. Nascida na ilha de S. Miguel, Açores, para ela, Portugal não era uma pátria, mas uma mátria, título que adotou para uma das suas obras poéticas.

A sua faceta literária abrange não só a poesia, mas também o romance, o teatro e o ensaio. Ligada inicialmente ao surrealismo, acaba por se aproximar mais do romantismo, inspirando-se em Antero de Quental, outro poeta das ilhas. Além das obras em livro que foi publicando ao longo da vida, Natália Correia colaborou em diversos jornais e revistas.

A voz rebelde da literatura fez-se sentir também na sua intervenção política. A sua vida foi marcada pela independência. Na qualidade de independente, foi deputada à Assembleia de República. Mantendo a sua condição foi passando por vários partidos.

Natália Correia, uma voz a descobrir.


CREIO

                                            Creio nos anjos que andam pelo mundo,
                                            Creio na deusa com olhos de diamantes,
                                            Creio em amores lunares com piano ao fundo,
                                            Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;


                                            Creio num engenho que falta mais fecundo
                                            De harmonizar as partes dissonantes,
                                            Creio que tudo é eterno num segundo,
                                            Creio num céu futuro que houve dantes,


                                            Creio nos deuses de um astral mais puro,
                                            Na flor humilde que se encosta ao muro,
                                            Creio na carne que enfeitiça o além,


                                            Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
                                            Na ocupação do mundo pelas rosas,
                                            Creio que o amor tem asas de ouro. amém.
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sugerimos




Inês Pedrosa conta-nos a história de três mulheres que em primeira pessoa nos falam das suas experiências individuais. Um livro sobre mulheres mas que é ao mesmo tempo um livro sobre o ser humano.

Jenny, Camila e Natália reconstituem, através da memória, as suas vidas. Cada uma representa a memória de uma determinada época do século XX português na sua dimensão social e histórica da época de cada uma delas.

Com Jenny, a avó, situamo-nos nos anos 30 e 40. Uma época marcada pelo preconceito em muitos aspectos sociais. A personagem fala do seu casamento com António, um homossexual, e da necessidade de silenciar o facto devido à necessidade de proteger o companheiro devido à intolerância social. Durante parte da sua vida, mantém-se aliada do seu marido e do parceiro dele, Pedro, ao mesmo tempo que cria a filha que este último teve de um caso com uma judia francesa.

Camila representa a geração que viveu a ditadura salazarista. Marcada pela sua vivência política, regista a vida da Lisboa da sua época através de uma máquina fotográfica.
Natália é a representante da terceira geração e representa os tempos mais atuais. Fruto da relação de Natália com um homem chamado Xavier, um negro simpatizante da Frente de Libertação de Moçambique, ela traduz a relação em que filhos pouco se comunicam com os pais, ou pouco se apegam a outros relacionamentos.

Uma obra a descobrir na tua biblioteca e sobre a qual daremos mais notícias em breve.
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Magia das cores


Mais um dia de histórias.

Os alunos do Jardim de Infância de Mouriscas vieram fazer-nos mais uma visita.


Desta vez foram recebidos pela Rainha das Cores, de Jutta Bauer, guiada pela professora Paula Agudo.

O Azul, o Vermelho, o Amarelo... acompanharam a visita pelo reino mágico de mil cores.
 
Depois, em cavalos coloridos, as crianças foram transportadas do poder da palavra para um mundo criado pelas pequenas mãos.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Aconteceu na EPDRA


 
Decorreu hoje uma série de sessões para divulgação do projeto dinamizado pela High School Innovation Summit.

A iniciativa consiste na realização de um concurso de ideias ou projetos suscetíveis de serem desenvolvidos e transformados em aplicações reais.
 
Os alunos da EPDRA foram assim convidados, a participar nesta atividade,que prevê a seleção da ideia e/ou projeto de acordo com critérios de seleção definidos pela Lusídeias do Grupo Compta.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

vamos evocar... o movimento futurista (4)

Durante um mês, demos algumas pistas de abordagem do movimento futurista em Portugal do qual se evoca este ano o centenário. Em jeito de conclusão, referenciamos a exposição sobre Almada Negreiros que vai estar patente nos próximos tempos na Fundação Gulbenkian.


 

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno 

José de Almada Negreiros (1893-1970)


Esta exposição antológica mostra a obra de um artista que catalisa a vanguarda nos anos 1910 e atravessa todo o século XX.
 
 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Vamos evocar... o movimento futurista (3)



Introdutor do movimento futurista em Portugal, Santa-Rita Pintor é um dos artistas menos conhecidos, talvez pela pouca obra que chegou até nós.

Eis alguma informação sobre o autor retirada do portal "Ensina".

Porventura o primeiro futurista português, impulsionador do movimento do "Orpheu", Santa-Rita Pintor (1889-1918) admirava Picasso e foi um adepto do cubismo. Infelizmente poucas obras lhe sobreviveram.


Faz os primeiros estudos em Lisboa, na Escola Superior de Belas Artes. Depois, já bolseiro em Paris, liga-se aos mestres do modernismo, absorve as novas linguagens estéticas que cortam com o passado e procuram influenciar não só a produção artística como toda a sociedade em mudança do início do século xx.


Em 1914, o pintor proclama-se o único futurista declarado em Portugal e decide ser o porta-voz da nova corrente que terá uma curta existência. Ao lado de Almada Negreiros faz uma primeira apresentação do movimento  aos portugueses no Teatro da República em Lisboa, publica um único volume de Portugal Futurista e colabora no nº 2 do Orpheu.


Santa-Rita Pintor nunca chegou a expor em Portugal, alguns quadros foram reproduzidos em publicações mas poucos lhe sobreviveram. O artista quis que a obra morresse com ele e pediu à família para queimar tudo após a sua morte. Entre os que escaparam está “Cabeça Cubo-Futurista”, uma peça central da modernidade portuguesa que se encontra em exposição no Museu do Chiado em Lisboa.

Os trabalhos de Santa-Rita Pintor, de seu nome completo Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa Rita denunciam tendências cubistas e uma forte admiração por Picasso.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Novidades de leitura




Passa pela biblioteca.

Há livros a descobrir numa estante perto de ti.



Livros novos para todos os gostos. 



Aqui ficam algumas sugestões.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vamos evocar... o movimento futurista (2)



Uma das figuras mais representativas do Futurismo foi José de Almada Negreiros. Interessado em quebrar regras estabelecidas, como era apanágio dos futuristas, recorre ao escândalo como forma de fugir ao estatismo do academismo vigente no seu tempo. Foi considerado um louco pelos seus contemporâneos. A ele se devem os principais textos programáticos do movimento.

“A Cena do Ódio”, poema que foi preparado para ser publicado no número 3 da revista Orpheu, "exalta os vícios, os derrotados, os ultrajados, os religiosos sexualmente frustrados e discrimina o homem civilizado, os aristocratas, os intelectuais, a canalha, a gente simples operária, rural ou varina, empregados citadinos, políticos, jornalistas, tropa e (...)o burguês." (História Ilustrada das Grandes Literaturas - Literatura Portuguesa VIII, Editorial Estúdios Cor, 1973)

O "Manifesto Anti-Dantas", o panfleto mais emblemático e que mais impacto e sensação causou ao tempo, é um dos textos ainda hoje mais referenciados.

O "Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX", que se reproduz, foi apresentado na Conferência do Teatro da República, em 1917, marca a apresentação oficial do movimento.

Além da sua atividade literária (poeta, dramaturgo e romancista), Almada dedicou-se também às artes plásticas (são conhecidos os painéis existentes na sede da Fundação Gulbenkian, na antiga sede do Diário de Notícias e na Gare Marítima de Alcântara), foi também bailarino e coreógrafo... dando seguimento aos princípios futuristas de abolição de fronteiras entre as diversas artes. A sua obra é um eterno vaivém entre a literatura e a pintura, muitos dos seus textos têm um equivalente pictórico, uma eterna dualidade do olhar sobre o real.

 "Nós não somos do século de inventar as palavras. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas." Almada Negreiros é aquele que pugna pela construção de um futuro diferente, o que pressupõe a invenção de um homem novo.

Almada é o visionário do presente que devemos conhecer.


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Conhecer os nossos feriados


Decorreu hoje no Pavilhão Agro-alimentar uma atividade dinamizada pela turma EF15 em colaboração com a Biblioteca.

Os alunos, no âmbito da disciplina de Cidadania, estudaram os feriados civis em Portugal e o seu significado. O resultado está exposto e pode ser visitado junto do espaço da Biblioteca Verde. Para chamar a atenção para o trabalho, os alunos desenvolveram uma pequena apresentação de textos alusivos a cada uma das datas ilustrada por uma música.

São quatro as datas que comemoramos, seguindo a apresentação dos alunos.

A exposição começou com o dia 10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A data utilizada para recordar os feitos passados dos portugueses e os milhares de portugueses que vivem fora do país, foi aproveitada por assinalar também o dia em que Camões faleceu em 1580. Foi ilustrado por um excerto do canto I d’Os Lusíadas e a música composta para o poema Verdes são os campos.
 

 Seguiu-se o dia 1 de Dezembro que celebra a restauração da independência de Portugal em 1640. Nessa data, Portugal torna-se de novo um país soberano, pondo fim a sessenta anos de domínio espanhol. A turma declamou o poema D. João IV de Victor Cintra acompanhado com o Hino da Restauração.

 



O dia 5 de outubro assinala a Implantação da República em 1910 que põe termo ao regime monárquico. Menos conhecido, ou quase desconhecido, foi neste dia que em 1143 foi assinado o Tratado de Zamora em que Afonso VII de Leão e Castela reconhecia Portugal como reino independente. O momento foi ilustrado com a música d’A Portuguesa, hino nacional.

Finalmente, o dia 25 de Abril que assinala a Revolução dos Cravos que marcou o fim do regime do Estado Novo em 1974. O poema seleccionado foi Abril sim, Abril não de Manuel Alegre com a música de Grândola vila morena.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vamos evocar... o movimento futurista (1)


1917 foi o ano do movimento futurista em Portugal. Cem anos depois, dedicamos o mês de janeiro à sua evocação.
 
 “Eu não pertenço a nenhuma das gerações revolucionárias. Eu pertenço a uma geração construtiva. (…) É preciso criar a pátria portuguesa do século XX. O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades”, escrevia Almada Negreiros no seu “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, lido na conferência futurista realizada em abril desse ano.

 








No final do ano, em Novembro saía o primeiro e único número da revista que pretendia dar voz ao futurismo em Portugal.

Conhecer a obra e os homens que estiveram por detrás deste movimento é o que propomos para a próximas semanas.
 

 Jo gos tradicionais Ontem foi uma noite de jogos tradicionais, e por momentos voltámos à infância…