Ontem também foi o Dia da Árvore.
quarta-feira, 22 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
Semana da Leitura 2017
Ler p’ra ser
Ler é prazer
Ler constrói o Ser
Ser mais autónomo
Ser mais completo
Ser livre
Celebremos esse estranho prazer e a construção do ser e do saber através
do mundo maravilhoso da leitura.
Este é o ponto de partida para a Semana da Leitura 2017.
Festejemos a leitura e o prazer de nos construirmos.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Porque hoje é 8 de Março
No dia em que se assinala o Dia Internacional da Mulher, recordamos uma
das vozes femininas que mais se bateu pelos direitos das mulheres.
“Mátria dos
homens que levam no perfil
atravessada uma mulher de flores ao vento
como um olho dando para os intemporais
flancos que o amor vai iluminando.”
atravessada uma mulher de flores ao vento
como um olho dando para os intemporais
flancos que o amor vai iluminando.”
Natália Correia
é uma das vozes mais marcantes da moderna poesia portuguesa. Personalidade
vigorosa e controversa, a sua acção passou também pela intervenção política e
social.
Foi uma
mulher que ergueu a voz contra as injustiças do país, sempre com uma alma de
poeta. Nascida na ilha de S. Miguel, Açores, para ela, Portugal não era uma pátria, mas uma mátria, título que
adotou para uma das suas obras poéticas.
A sua faceta
literária abrange não só a poesia, mas também o romance, o teatro e o ensaio.
Ligada inicialmente ao surrealismo, acaba por se aproximar mais do romantismo,
inspirando-se em Antero de Quental, outro poeta das ilhas. Além das obras em livro que
foi publicando ao longo da vida, Natália Correia colaborou em diversos jornais
e revistas.
A voz
rebelde da literatura fez-se sentir também na sua intervenção política. A sua vida foi marcada pela independência. Na
qualidade de independente, foi deputada à Assembleia de República. Mantendo a sua condição foi passando por vários partidos.
Natália
Correia, uma voz a descobrir.
CREIO
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro. amém.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Sugerimos
Inês Pedrosa conta-nos a história de três mulheres
que em primeira pessoa nos falam das suas experiências individuais. Um livro
sobre mulheres mas que é ao mesmo tempo um livro sobre o ser humano.
Jenny, Camila e Natália reconstituem, através da memória, as suas vidas. Cada uma representa a memória de uma determinada época do século XX português na sua dimensão social e histórica da época de cada uma delas.
Com Jenny, a avó, situamo-nos nos anos 30 e 40. Uma época marcada pelo preconceito em muitos aspectos sociais. A personagem fala do seu casamento com António, um homossexual, e da necessidade de silenciar o facto devido à necessidade de proteger o companheiro devido à intolerância social. Durante parte da sua vida, mantém-se aliada do seu marido e do parceiro dele, Pedro, ao mesmo tempo que cria a filha que este último teve de um caso com uma judia francesa.
Camila representa a geração que viveu a ditadura salazarista. Marcada pela sua vivência política, regista a vida da Lisboa da sua época através de uma máquina fotográfica.
Natália é a representante da terceira geração e representa os tempos mais atuais. Fruto da relação de Natália com um homem chamado Xavier, um negro simpatizante da Frente de Libertação de Moçambique, ela traduz a relação em que filhos pouco se comunicam com os pais, ou pouco se apegam a outros relacionamentos.
Uma obra a descobrir na tua biblioteca e sobre a qual daremos mais notícias em breve.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Magia das cores
Mais um dia de histórias.Os alunos do Jardim de Infância de Mouriscas vieram fazer-nos mais uma visita.
Desta vez foram recebidos pela Rainha das Cores, de Jutta Bauer, guiada pela professora Paula Agudo.
O Azul,
o Vermelho, o Amarelo... acompanharam a visita pelo reino mágico de mil cores.
Depois, em cavalos coloridos, as crianças foram transportadas do poder da palavra para um mundo criado pelas pequenas mãos.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Aconteceu na EPDRA
Decorreu hoje uma série de sessões para divulgação do projeto dinamizado pela High School Innovation Summit.
A iniciativa consiste na realização de um concurso de ideias ou projetos suscetíveis de serem desenvolvidos e transformados em aplicações reais.
Os alunos da
EPDRA foram assim convidados, a participar nesta atividade,que prevê a seleção
da ideia e/ou projeto de acordo com critérios de seleção definidos pela
Lusídeias do Grupo Compta.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
vamos evocar... o movimento futurista (4)
Durante um mês, demos algumas pistas de abordagem do movimento futurista em Portugal do qual se evoca este ano o centenário. Em jeito de conclusão, referenciamos a exposição sobre Almada Negreiros que vai estar patente nos próximos tempos na Fundação Gulbenkian.
Esta exposição antológica mostra a obra de um artista que catalisa a vanguarda nos anos 1910 e atravessa todo o século XX.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Vamos evocar... o movimento futurista (3)
Introdutor do movimento futurista em Portugal, Santa-Rita Pintor é um dos artistas menos conhecidos, talvez pela pouca obra que chegou até nós.
Eis alguma informação sobre o autor retirada do portal "Ensina".
Porventura o primeiro futurista português,
impulsionador do movimento do "Orpheu", Santa-Rita Pintor (1889-1918)
admirava Picasso e foi um adepto do cubismo. Infelizmente poucas obras lhe
sobreviveram.
Faz os
primeiros estudos em Lisboa, na Escola Superior de Belas Artes. Depois, já
bolseiro em Paris, liga-se aos mestres do modernismo, absorve as novas linguagens
estéticas que cortam com o passado e procuram influenciar não só a
produção artística como toda a sociedade em mudança do início do século xx.
Em 1914, o
pintor proclama-se o único futurista declarado em Portugal e decide ser o
porta-voz da nova corrente que terá uma curta existência. Ao lado de Almada Negreiros
faz uma primeira apresentação do movimento aos portugueses no Teatro da
República em Lisboa, publica um único volume de Portugal Futurista e colabora
no nº 2 do Orpheu.
Santa-Rita
Pintor nunca chegou a expor em Portugal, alguns quadros foram reproduzidos em
publicações mas poucos lhe sobreviveram. O artista quis que a obra
morresse com ele e pediu à família para queimar tudo após a sua morte.
Entre os que escaparam está “Cabeça Cubo-Futurista”, uma peça central da
modernidade portuguesa que se encontra em exposição no Museu do Chiado em
Lisboa.
Os trabalhos de
Santa-Rita Pintor, de seu nome completo Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa
Rita denunciam tendências cubistas e uma forte admiração por Picasso.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Novidades de leitura
Passa pela biblioteca.
Livros novos para todos os gostos.
Aqui ficam algumas
sugestões.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Vamos evocar... o movimento futurista (2)
Uma das figuras mais representativas do
Futurismo foi José de Almada Negreiros. Interessado em quebrar regras
estabelecidas, como era apanágio dos futuristas, recorre ao escândalo como
forma de fugir ao estatismo do academismo vigente no seu tempo. Foi considerado
um louco pelos seus contemporâneos. A ele se devem os principais textos
programáticos do movimento.“A Cena do Ódio”, poema que foi preparado para ser publicado no número 3 da revista Orpheu, "exalta os vícios, os derrotados, os ultrajados, os religiosos sexualmente frustrados e discrimina o homem civilizado, os aristocratas, os intelectuais, a canalha, a gente simples operária, rural ou varina, empregados citadinos, políticos, jornalistas, tropa e (...)o burguês." (História Ilustrada das Grandes Literaturas - Literatura Portuguesa VIII, Editorial Estúdios Cor, 1973)
O "Manifesto Anti-Dantas", o panfleto mais emblemático e que mais impacto e sensação causou ao tempo, é um dos textos ainda hoje mais referenciados.
O "Ultimatum Futurista às Gerações
Portuguesas do Século XX", que se reproduz, foi apresentado na Conferência
do Teatro da República, em 1917, marca a apresentação oficial do movimento.Além da sua atividade literária (poeta, dramaturgo e romancista), Almada dedicou-se também às artes plásticas (são conhecidos os painéis existentes na sede da Fundação Gulbenkian, na antiga sede do Diário de Notícias e na Gare Marítima de Alcântara), foi também bailarino e coreógrafo... dando seguimento aos princípios futuristas de abolição de fronteiras entre as diversas artes. A sua obra é um eterno vaivém entre a literatura e a pintura, muitos dos seus textos têm um equivalente pictórico, uma eterna dualidade do olhar sobre o real.
"Nós não somos do século de inventar as palavras. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas." Almada Negreiros é aquele que pugna pela construção de um futuro diferente, o que pressupõe a invenção de um homem novo.
Almada é o visionário do presente que devemos conhecer.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Conhecer os nossos feriados
Decorreu hoje no Pavilhão Agro-alimentar uma atividade
dinamizada pela turma EF15 em colaboração com a Biblioteca.
Os alunos, no âmbito da disciplina de Cidadania, estudaram
os feriados civis em Portugal e o seu significado. O resultado está exposto e pode
ser visitado junto do espaço da Biblioteca Verde. Para chamar a atenção para o
trabalho, os alunos desenvolveram uma pequena apresentação de textos alusivos a
cada uma das datas ilustrada por uma música.
São quatro as datas que comemoramos, seguindo a apresentação
dos alunos.
A exposição começou com o dia 10 de Junho – Dia de Portugal,
de Camões e das Comunidades Portuguesas. A data utilizada para recordar os
feitos passados dos portugueses e os milhares de portugueses que vivem fora do
país, foi aproveitada por assinalar também o dia em que Camões faleceu em 1580.
Foi ilustrado por um excerto do canto I d’Os
Lusíadas e a música composta para o poema Verdes são os campos.
Seguiu-se o dia 1 de Dezembro que celebra a restauração da
independência de Portugal em 1640. Nessa data, Portugal torna-se de novo um
país soberano, pondo fim a sessenta anos de domínio espanhol. A turma declamou
o poema D. João IV de Victor Cintra acompanhado com o Hino da Restauração.
O dia 5 de outubro assinala a Implantação da República em
1910 que põe termo ao regime monárquico. Menos conhecido, ou quase desconhecido,
foi neste dia que em 1143 foi assinado o Tratado de Zamora em que Afonso VII de
Leão e Castela reconhecia Portugal como reino independente. O momento foi
ilustrado com a música d’A Portuguesa,
hino nacional.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Vamos evocar... o movimento futurista (1)
1917
foi o ano do movimento futurista em Portugal. Cem anos depois, dedicamos o mês
de janeiro à sua evocação.
“Eu
não pertenço a nenhuma das gerações revolucionárias. Eu pertenço a uma geração
construtiva. (…) É preciso criar a pátria portuguesa do século XX. O povo
completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e
todos os defeitos. Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades”,
escrevia Almada Negreiros no seu “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas
do Século XX”, lido na conferência futurista realizada em abril desse ano.
No
final do ano, em Novembro saía o primeiro e único número da revista que
pretendia dar voz ao futurismo em Portugal.
Conhecer
a obra e os homens que estiveram por detrás deste movimento é o que propomos
para a próximas semanas.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Feira do Livro (2)
Aqui deixamos algumas imagens (espaço da biblioteca e biblioteca verde).
Ao lado dos livros, estiveram também em exposição, no espaço da Biblioteca Verde, trabalhos da professora Lina que todos puderam apreciar.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Feira viajante
Porque temos dois pólos a funcionar, a feira está hoje também na Herdade e na próxima sexta-feira volta a estar em viagem.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Reunião interconcelhia
Hoje foi dia de reunião
interconcelhia de professores bibliotecários. A nossa escola teve o
prazer de receber os professores dos concelhos de Abrantes, Barquinha, Constância, Mação e Sardoal.
Como escola profissional, não deixamos de dar a conhecer aos visitantes aquilo que se faz na escola e revelar a arte de bem receber. O 3º ano do Curso de Cozinha e alunos do CEF prepararam e serviram uma bela refeição que foi elogiada por todos os que tiveram o prazer de a provar. Foi um bom aperitivo para os trabalhos que se seguiram.
Parabéns aos chefs e aos alunos envolvidos.
Como escola profissional, não deixamos de dar a conhecer aos visitantes aquilo que se faz na escola e revelar a arte de bem receber. O 3º ano do Curso de Cozinha e alunos do CEF prepararam e serviram uma bela refeição que foi elogiada por todos os que tiveram o prazer de a provar. Foi um bom aperitivo para os trabalhos que se seguiram.
Parabéns aos chefs e aos alunos envolvidos.
Dentro em breve ilustraremos esta nossa atividade.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Leonard Cohen
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Leonard Cohen
Leonard Cohen, um dos grandes músicos do século XX,
chega ao final da sua carreira.
Nasceu no Quebeque, em Westmount,
arredores de Montreal, a 21 de Setembro de 1934. A par de Bob Dylan (recentemente
nomeado do prémio Nobel da literatura), tornou-se no músico (e poeta) mais
transversal das últimas décadas, influenciando sucessivas gerações.
Cohen foi
durante toda a sua vida uma personalidade polémica com um universo mental
bastante complexo: um judeu, que revela respeito pelas escrituras judias, mas que
se torna mestre no budismo zen da escola de Rinzai e interessa-se pelo
misticismo hindu e pelo sufismo.
Era um político que não se interessava pelos partidos. A
sua visão das relações entre uma comunidade é-nos dado em temas como There is a war ou Everybody knows em que reflecte como as contradições que
alastram através dos tempos e que apresenta de uma forma irónica. A liberdade
não é apenas a que está ligada à política mas aquela que nos aparece em Bird
on a wire, algo que é interior a quem sabe que arca o peso dos seus
actos e uma escolha implica uma perda.
Se o amor
atravessa toda a sua obra, tanto o espiritual como o carnal, a morte foi tema
que o acompanhou ao longo da sua carreira e está patente no seu último álbum You Want It Darker, em que muitos viram
o tema “I’m ready, my Lord” como uma despedida da vida.
O homem partiu, fica a sua obra.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Dia do Inventor
No
sentido de assinalar algumas datas comemorativas ao longo do ano,
deparamo-nos com um dia bastante original e que não merece destaque nos
meios de comunicação social. Tivemos uma ideia brilhante e assinalamos o
Dia do Inventor. Que fazer? Partimos para o nosso meio e encontramos.
Nada melhor que falar de alguém que ao longo da vida se dedicou a criar
novas ferramentas facilitassem as mais diversas tarefas. Aqui vos damos a
conhecer Manuel Lopes de Sousa.
Publicada por
UM TOQUE DE MAGIA
à(s)
10:00
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